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Roni Deitz

Resilience Global Innovation Manager

As cidades trazem a promessa de uma vida melhor: boa infraestrutura, acessibilidade e muitas oportunidades. Mas, à medida que os centros urbanos continuam a se expandir com uma população global crescendo aceleradamente, como podemos continuar mantendo viva essa promessa?

As cidades devem se redefinir no ritmo do mundo em evolução ao nosso redor, respondendo às transformações globais, como mudanças climáticas, perda de biodiversidade e expectativas sociais.

Ao mesmo tempo, cada cidade tem uma identidade única definida por sua cultura, sistemas e características geográficas e demográficas. Todos esses elementos precisam ser considerados para garantir que as cidades reinventadas mantenham as necessidades da comunidade na vanguarda do planejamento.

O termo "economia verde" foi cunhado pela primeira vez pelas Nações Unidas em conexão com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Em uma economia verde, o crescimento do emprego e da renda é impulsionado por investimentos públicos e privados em atividades econômicas, infraestrutura e ativos que permitem reduzir as emissões de carbono e a poluição, aumentar a eficiência energética e de recursos e prevenir a perda de biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos.

Uma abordagem de economia verde, focada no crescimento com baixa emissão de carbono e apoiada pela inovação digital, é a chave para o planejamento urbano sustentável. 

O que torna nossas cidades tão únicas?

Todas as cidades têm seus próprios pontos fortes, desde uma herança diversificada até os recursos e ecossistema urbano. Tudo isso traz um sentimento de orgulho e identidade locais. Mas, quando se trata de metas de desenvolvimento sustentável a longo prazo, como isso pode ser usado em benefício de uma cidade?

Nos últimos anos, muito de como vivemos, trabalhamos e nos divertimos mudou. É natural que as cidades, principalmente com as mudanças climáticas, também precisem evoluir. Muitas cidades também estão enfrentando desafios crescentes na cadeia de suprimentos e agitações políticas. Com isso em mente, precisamos analisar como podemos planejar e desenvolver cidades sustentáveis que permaneçam resilientes ao futuro.

A resposta está em capitalizar sobre o que torna uma cidade única e potencializar seus pontos fortes — por exemplo, a sustentabilidade ambiental. Este é um ponto forte na Escandinávia, que tem um desempenho extremamente bom no nosso Sustainable Cities Index (Índice de Cidades Sustentáveis) devido ao seu compromisso com uma boa governança ambiental e ação climática. Em contraste, muitas cidades dos EUA, como Miami e Nova Orleans, que são particularmente vulneráveis à exposição ambiental, estão na metade inferior do pilar Planeta de nosso índice, destacando uma necessidade urgente de aumentar o foco na adaptação ao clima, nas emissões de gases do efeito estufa, na governança ambiental e no uso de energia. 

O que as pessoas querem nas cidades e comunidades em que vivem?

Em nosso Sustainable Cities Index, examinamos a sustentabilidade urbana pelas lentes da prosperidade. Para serem verdadeiramente sustentáveis, as cidades devem olhar além do desenvolvimento econômico, considerando a saúde de seu ambiente natural e a qualidade de vida das pessoas que ali vivem.

As necessidades de cada cidadão devem ser consideradas à medida que as cidades se redefinem, garantindo que todos tenham acesso aos recursos de que precisam e a oportunidade de prosperar. Com a aceleração dos eventos climáticos extremos e reconhecendo que o impacto desses eventos não é compartilhado igualmente nas cidades, a equidade climática precisa ser uma parte central dessa tomada de decisão.

Para de fato representar uma mudança positiva, todos que têm participação decisória em cidades — governos, distritos municipais, municipalidades, distritos empresariais, conselhos municipais e cidadãos — precisam ter voz e se conectar por meio de uma abordagem de "pensamento voltado ao sistema". Trata-se de reconhecer que a soma é maior do que as partes individuais e que precisamos trabalhar em conjunto para dar passos ousados na formação de cidades que sejam habitáveis, inclusivas e acessíveis.

Vemos isso em cidades como Glasgow, no Reino Unido, que tem ótimo desempenho no pilar Pessoas do índice (nº 1), resultado de seu foco na experiência do cidadão. Quando se trata de colocar as pessoas no centro da regeneração urbana, projetos como o Glasgow Liveable Neighborhoods Programme (Programa de Bairros Habitáveis de Glasgow) são fundamentais. Nesse projeto, estamos ativamente empenhados em trabalhar com a comunidade local e os interessados para identificar problemas e oportunidades que sirvam para moldar propostas de projetos.

Soluções que acompanham a inovação

Olhando para o planejamento integral das cidades, conceitos mais novos, como o impacto sobre os recursos, saúde e equidade social, são todos fundamentais para a atual e futura capacidade de vida da nossa cidade. Embora existam muitos desafios a superar, como o impacto do desenvolvimento urbano sobre a sustentabilidade e como isso se traduz em medidas específicas, em escala, existem também soluções.

Com um impulso maior dos políticos, bem como o apoio do investimento do governo e dos projetos de infraestrutura, tanto os municípios como os desenvolvedores estão procurando migrar para fontes de energia mais sustentáveis e de baixa emissão de carbono. Mas o ritmo em que a inovação e a digitalização estão ocorrendo pode dificultar a sensação de confiança em grandes investimentos, garantindo que as decisões inteligentes sejam tomadas hoje, ao mesmo tempo em que planeja inovações para o futuro.

Além disso, a rápida urbanização e as crescentes tendências de mudança climática significam que as cidades precisam fazer grandes avanços de forma imediata e ousada.

A complexidade e o ritmo em que essas tendências estão acelerando tornam mais difícil para legisladores, governos e empresas privadas avaliarem o momento certo para se envolver e onde e como gerenciar melhor o investimento. Isso pode resultar em paralisação de decisão e análise.

Proporcionar confiança na tomada de decisões é fundamental. Por exemplo, as soluções de recursos inteligentes de água podem ajudar os clientes e as comunidades a proteger um dos nossos recursos mais preciosos: a água. Ao trabalhar com a HydroNET, podemos fornecer as ferramentas digitais necessárias para prever condições climáticas extremas e permitir decisões orientadas por dados, transparentes e responsáveis para o gerenciamento seguro de ambientes hídricos. Isso ajuda municipalidades e autoridades hídricas ao reduzir significativamente o tempo e o custo da geração de relatórios de enchentes, além de melhorar a acessibilidade para o público, tornando as comunidades mais resilientes.

Outro exemplo é a nossa Calculadora de Risco de Inundação, que avalia os impactos coletivos e específicos do local em relação a eventos de inundação individuais em edifícios dentro de uma planície de inundação, bem como os impactos de elevação de nível do mar em áreas do projeto que variam de pequenos bairros a grandes regiões metropolitanas. Usamos essa ferramenta em uma escala de bairro, com apenas algumas centenas de prédios, para inscrições para concessões de retorno rápido, incluindo Huntsville, Alabama e Tarpon Springs, Flórida. Também foi usada para avaliar o risco de enchentes em todos os cinco distritos da cidade de Nova York, que tinham um inventário de cerca de um milhão de edifícios.

Feita dessa forma, a quantificação de danos a uma área acelera e expande a avaliação de medidas de redução de riscos que são implementadas por meio de projetos de atenuação de inundações, capacitando tomadas de decisão mais informadas.

Precisamos de oportunidades de pouco ou nenhum risco para oferecer às cidades confiança em suas decisões de investimento. A governança, parcerias do setor público-privado e pilotos de pequena escala para testar inovações são fundamentais para impulsionar o movimento no planejamento urbano sustentável.

Quando se trata de planejamento de cidades resilientes, é apenas por meio de uma abordagem holística, que considere cada elemento de nossas cidades, com soluções reais focadas nas necessidades do cidadão, que podemos de fato criar cidades prósperas para o futuro.

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